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Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi para reunir ou sistematizar a produção paraibana de LIJ, para que possamos conhecer mais e melhor os criadores locais e que, a partir de algumas informações-chave, possamos instituir uma regional da AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil), que fortalecerá e, certamente, dinamizará o segmento nestas terras de tantos outros maravilhosos criadores. Então, se você é ou conhece escritores ou ilustradores paraibanos ou radicados na Paraíba que se dedicam à literatura infantil ou juvenil, junte-se a nós neste projeto.

Grande abraço a todos, Tonton.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Maestria com simplicidade


Ler, contar e encantar crianças (Mediação, 2009) é daqueles livros que renovamos o prazer da leitura a cada novo contato com este magnífico texto, deste maravilhoso mestre. É daqueles que lemos de um único fôlego, tamanha a capacidade de envolvimento que o autor nos impõe, pois nos prende e surpreende face à simplicidade com que nos apresenta rica teoria em uma escrita prática, acessível. Depois desse impacto inicial, sentimos a necessidade de retornar a ele. Retomamos outras leituras, desta vez com mais vagar, para degustar trechos e lições específicas que encontramos ao longo de todos os seus capítulos. Nestes, dentre outros conteúdos, ele nos fala de: A leitura e o imaginário da criança; Leitura: prazer, saber e poder; A importância da poesia e de livros no universo infantil e, por fim, nos brinda com um capítulo especial: Como me tornei um escritor. Apenas para constar: dentre os muitos prêmios conquistados pelo autor, vários de seus livros receberam a láurea Altamente Recomendável para Criança (concedida pela FNLIJ). Elias José: leitura mais que recomendada, imprescindível para aqueles que se dedicam à LIJ no Brasil.

sábado, 7 de julho de 2012

Edição Especial: Literatura Infantil


Prezados amigos,

Apesar de viver uma epopeia pelos aeroportos brasileiros na semana que passou, tive a grata satisfação de  trazer na bagagem, como leitura de bordo, um exemplar muito especial da Revista Educação: uma edição exclusiva, inteiramente dedicada à Literatura Infantil. Imprescindível para aqueles que lidam ou pretendem lidar com a temática. Serei breve (o cansaço da viagem não me permite ir além, mas a importância que atribuo à grata descoberta desta revista em uma banca de aeroporto, me faz postar ainda hoje esta notícia). Recomendo a cuidadosa leitura dos artigos, que percorrem, de modo sólido e claro, distintos aspectos da literatura infantil.

Pois bem, passemos à informação. A revista traz seis artigos que tratam, respectivamente, dos seguintes temas (e títulos das matérias), os quais enumero a seguir

1. O livro lúdico (Ler: uma brincadeira e tanto);
2. Relação texto e imagem (As marcas da palavra e da ilustração);
3. Poesia (Generosa poesia);
4. Prosa (Surpresa, captura e envolvimento);
5. História em Quadrinhos (Linguagem e leitura no mundo dos quadrinhos);
6. O livro na escola (A hora e a vez dos livros de literatura).

Li e reli toda a revista durante os voos e esperas nos saguões dos aeroportos. Dentre os textos, todos muito valiosos, destaco os de n. 2, 4 e 6. Excelentes!

Por fim, ainda que ao início da Revista, há uma bela resenha histórica sobre a produção da literatura infantil no Brasil, a cargo da Profa. Ligia Cademartori. Vale a pena correr (ou encomendar) à banca mais próxima.

Em tempo: a Revista Educação é uma publicação da Editora Segmento (Preço nas bancas: R$ 12,90)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Confissões...


Com que satisfação se inicia a minha semana, em especial no aspecto literário. Acabo de chegar de João Pessoa, de uma gostosa e já saudosa visita aos meus pais. Sempre que possível temos com eles, para que possam acompanhar o crescimento da neta mais nova, minha florzinha, Ana Clara. De lá, trouxe na bagagem, além do revigorante aconchego da família, um presente maravilhoso para quem dedica significativa parte de seu cotidiano à literatura infantil e juvenil. Ganhei de meu pai um exemplar da "Crestomatia", da qual ele tanto falava e eu tanto ouvia, com o desejo de - um dia - tê-la em mãos. Finalmente, este dia chegou!

E, agorinha mesmo, quando acabo de chegar ao edifício onde resido, eis que o porteiro me entrega o envelope com um exemplar de "Confesso que li", organizado por Yó Limeira e pela querida Neide Medeiros Santos. Esta última, que me remeteu a preciosidade, em cartinha mui amável diz que este "... não é um livro infantil, mas os escritores paraibanos falam de suas leituras feitas na infância e adolescência, alguns de forma bem descontraída, outros mais formais. A poeticidade está presente em muitos textos... Espero que você goste."

Confesso que deixei tudo o mais de lado e o folheei, com avidez, pra cá e para acolá. Se irei gostar? Posso dizer que adorei o presente, o que já li e o que lerei nas páginas seguintes, pelo que posso me atrever a recomendar ou sugerir que projetos semelhantes ganhem corpo por todo o Brasil. Quem sabe mundo afora? Grandes descobertas virão. Podem estar certos disso, pois há o relato de 34 escritores de diversas gerações. Peço sua licença: há belas páginas a desvendar (e com ricas ilustrações de capas de livros, gibis e tanto mais do imaginário desses leitores/escritores).

Referência completa: LIMEIRA, Yó, SANTOS, Neide Medeiros (org.) Confesso que li. João Pessoa: Ideia, 2012. 221 p. il. (ISBN 9788575396599)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Histórias para crianças


Acabo de concluir a leitura do "Histórias para crianças" de Isaac Bashevis Singer que, apesar de premiado com o Nobel de Literatura, ainda é pouco conhecido no Brasil. Dele, leia também, "No tribunal de meu pai", onde relata algumas de suas memórias de infância.

Transcrevo, a seguir, dois trechos do livro. O primeiro destes, um firme retrato de suas crenças quanto a escrever para crianças. O segundo, trecho de seu breve discurso proferido no banquete da gala do Prêmio Nobel.

"Na época de hoje, quando a literatura para adultos se deteriora, bons livros infantis são a única esperança, o único refúgio. Muitos adultos leem e apreciam livros infantis. Escrevemos não só para crianças como para seus pais. Eles, também, são crianças sérias".


Em seu discurso, Bashevis Singer afirmou haver 500 razões para que ele decidisse escrever também para crianças, e enumerou as dez mais importantes:

"Número 1 - Crianças leem livros, e não resenhas. Elas não dão a menor bola para os críticos. 2 - Crianças não leem para encontrar sua identidade. 3 - Elas não leem para se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de revolta, ou para fugir da alienação. 4 - Elas não veem utilidade na psicologia. 5 - Elas detestam sociologia. 6. Elas não tentam entender Kafka ou o Finegans Wake. 7 - Elas continuam acreditando em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica, pontuação, e outras coisas obsoletas como essas. 8 - Elas amam histórias interessantes, e desprezam comentários, explicações e notas de rodapé. 9 - Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo de autoridade. 10 - Elas não esperam que seu amado escritor redima a humanidade. Embora muito novas, as crianças sabem bem que ele não tem esse poder. Só os adultos alimentas ilusões tão infantis".

E como os escritos deste autor são centrados e passados no mundo judaico, o livro traz um rico glossário que ampliará ricamente a compreensão dos textos e dessa cultura, para os não iniciados na temática. Vale a pena conferir!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Um caracol que vai cada vez mais longe


Paulistana de Santos, Maria Valéria Rezende adotou há muito João Pessoa como o seu porto seguro. Entre idas e vindas a vários lugares do mundo, é na capital paraibana que a autora encontra o sossego e a inspiração para os seus livros infantis e juvenis, muitos dos quais selecionados para o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) do Ministério da Educação (MEC). Dentre estes, podemos citar: O arqueólogo do futuro (juvenil - contos - 2006), O problema do pato (infantil - 2007), Jardim de menino poeta (infantil - 2007), Conversa de Passarinhos (em parceria com ALICE RUIZ – poesia - 2008) e No risco do caracol (infantil - 2008).

Este último, ademais de selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para integrar o catálogo da Feira Internacional de LIJ de Bologna (a maior feira mundial dedicada à temática), no ano de 2009, foi também vencedor do Prêmio Jabuti, na categoria literatura infantil, neste mesmo ano.

Além dos já citados, Valéria Rezende é também autora do livro de contos Modo de apanhar pássaros à mão (2006) que, embora não tenha sido feito especialmente para jovens, ganhou a distinção do Selo de Altamente Recomendável da FNLIJ e de Hai-quintal: haicais descobertos no quintal - (infantil - 2011).

Então, nada mais resta a dizer: é literatura da melhor qualidade e de leitura amplamente recomendada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Para começar...


Nada melhor do que falar de um dos mais prestigiados autores paraibanos: José Lins do Rego (1901 - 1957). E do seu "Historias de Velha Totônia", que tem ou ganhou o curioso subtítulo de "- um clássico da literatura infanto-juvenil". As ilustrações são do pintor, também paraibano, [Tomás] Santa Rosa (1909 - 1956), que ilustrou alguns dos mais importantes livros de nossa literatura.

Embora, por muitos, esta seja considerada a única obra de Zé Lins para o público infanto-juvenil, atrevo-me a discordar destes, pois, se bem me recordo (de modo muito nítido), a leitura de outros textos seus, tais como "O moleque Ricardo, Doidinho e Menino de Engenho", só para citar alguns, causou-me enorme prazer. E eu tinha algo entre 8 e 15 anos quando os li, pela primeira vez. Não é à toa que Zé Lins ganhou o status de autor universal, justamente por obras que encantam a leitores de toda as idades. Vale a pena ler (e reler!).

Ainda guardo, na casa de meus pais (em João Pessoa), cada um dos exemplares dos livros acima citados. Entretanto, já não me recordo a quem emprestei o meu primeiro exemplar das "Histórias...". Tem nada não, tive, mais uma vez, o prazer de adquiri-lo, em sua 20a edição (datada de 2009) - o que, por si só, marca a pujança da obra -, para abrir este blog com "um clássico"..

Abraços a todos, Tonton