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Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi para reunir ou sistematizar a produção paraibana de LIJ, para que possamos conhecer mais e melhor os criadores locais e que, a partir de algumas informações-chave, possamos instituir uma regional da AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil), que fortalecerá e, certamente, dinamizará o segmento nestas terras de tantos outros maravilhosos criadores. Então, se você é ou conhece escritores ou ilustradores paraibanos ou radicados na Paraíba que se dedicam à literatura infantil ou juvenil, junte-se a nós neste projeto.

Grande abraço a todos, Tonton.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Literatura é liberdade, principalmente para as crianças

Por Ivani Cardoso

(Publicado originalmente em http://www.contec-brasil.com/pt/newsletter/01796/)

A literatura infantil e juvenil brasileira está em expansão. Do ponto de vista do mercado, há um amadurecimento proporcionado pelos programas do governo de incentivo à leitura e pela compra de livros infantis e juvenis, que acabou se refletindo no aumento da produção de LIJ, na sua visibilidade nas feiras internacionais, em traduções para outros idiomas (ainda que tímidas), e na vinda de agentes literários para os eventos de literatura no Brasil. Essa a é a opinião de Cláudia Ribeiro Mesquita, gerente editorial de literatura infantil e juvenil das Edições SM. Para ela, a literatura para crianças e jovens deve ser tratada sem preconceitos, com a liberdade que a arte demanda: “na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. Isso vale para todas as idades”, analisa.

Você acha que há temas proibidos no universo infantil?
Não. As crianças não são ingênuas e estão constantemente expostas a toda sorte de acontecimento. Mas exposição não implica necessariamente assimilação, então acho que há formas de abordar os assuntos, sejam eles delicados, polêmicos ou rotineiros. A literatura, como as outras artes, tende a expressar sua época, as questões sociais, econômicas, de costumes. Com a literatura infantil não é diferente. O que importa não é o tema, mas como ele é desenvolvido literariamente. Também é preciso levar em conta o contexto de discussão. A literatura de qualidade, além oferecer ao leitor fruição estética, propicia o desenvolvimento de seu senso crítico e o contato com universos subjetivos e culturais diversos, passando longe de soluções didáticas, pedagógicas. Ela também dá ao adolescente e à criança a possibilidade de sairem deles mesmos, de se conhecerem pela identificação ou oposição à trama e/ou personagens, sem juízo de valor, maniqueísmo, estereótipo.

Temas mais delicados para o universo infantil devem ser tratados com mais cuidado?
Sim. Justamente porque a sociedade e seus valores sempre, ainda que de modo indireto, ou mesmo pela negação, penetram no âmbito da literatura e afetam o modo de perceber, sentir, pensar e dizer as coisas. Então me parece normal que questões que estejam afloradas na esfera sociocultural ressurjam em forma de literatura. Na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. O preconceito na literatura infantil deve ser tratado sem viés pedagógico, sem panfletagem. De preferência com a liberdade que a arte demanda. Isso vale para todas as idades.

Quais são os temas mais comuns ao universo infantil?
Assuntos polêmicos têm se revelado uma tendência de mercado, especialmente os ligados à sexualidade. Ainda há pouca literatura no Brasil para crianças e jovens que contemplem relações de gênero, homoafetividade e novos padrões de identidade, por exemplo. Essas questões ainda permanecem como tabu, não estão suficientemente amadurecidas pela sociedade, mas houve um avanço, a diversidade está em discussão e existe concretamente para quem quiser ver. Ainda que timidamente, esses temas têm sido incorporados à literatura infantil e juvenil.

Como encara a questão da moral na literatura infantil e juvenil?
Cabe à criança construir seu padrão moral a partir do próprio repertório, do seu entorno, dos valores familiares, de seus contextos social, econômico e cultural, do que constitui sua identidade. Literatura é liberdade, apesar da literatura infantil e juvenil ter nascido comprometida com um projeto moralizante, educador, do qual ela vem se desvencilhando pouco a pouco.

Como os pais podem incentivar o hábito da leitura?
Oferecer contato com o livro, com narrativas variadas de modo geral (não só textual, mas orais, imagéticas). Desmistificar a literatura e tirá-la do pedestal. O gosto pela leitura é uma construção diária de intimidade, prazer, conhecimento, que acontece no longo prazo e sem obrigações.

As crianças atualmente convivem muito com as novas tecnologias. Como despertar o interesse pelo livro impresso?
Computadores, celulares e redes sociais são apenas outros suportes (o papel é um) que devem ser integrados ao dia-a-dia das crianças e dos adolescentes, como possibilidade de enriquecimento. Hoje é muito fácil encontrar o título e o resumo de um livro na Internet, por exemplo. Isso é ótimo. A questão é suscitar no leitor em formação o desejo de aprofundar-se nesta leitura. O principal desafio é descobrir como usar as novas tecnologias a favor da leitura. Um dos caminhos pode ser o de explorar os variados perfis de leitor e de leitura, tendo em vista as plataformas disponíveis (e-book, smartphone, tablet, computador, audiobook e o papel).

Como a senhora avalia a aceitação da literatura infantil e juvenil brasileira no exterior?
A literatura infantil e juvenil no Brasil tem qualidade reconhecida internacionalmente, temos autores premiados e publicados em outros países como Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, Marina Colasanti, Ricardo Azevedo, Ziraldo e, mais recentemente, Nelson Cruz, Roger Mello, nomes totalmente ligados à literatura infantil e juvenil desde os anos 1980, só para citar alguns. Hoje a literatura infantil e juvenil brasileira está em alta. Acho que há dois fatores no âmbito da criatividade que contribuem para este movimento: o engajamento de escritores da chamada literatura adulta que passaram a valorizar a LIJ e, portanto, a se dedicar a ela; e o envolvimento de quadrinistas, desenhistas e artistas plásticos que se somaram aos ilustradores clássicos de LIJ. Isso, entre outros fatores, enriqueceu muito a qualidade da LIJ no Brasil.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Concurso CEPE de literatura infantil e juvenil 2013 - resultado


CATEGORIA INFANTIL
 Primeiro lugar:
As patuscadas de um pequeno livro infantil (Patuscada? O que é patuscada?). Pseudônimo: Professora Julinha. Autora: Lilian Deise de Andrade Guinski. Curitiba. Paraná.
 Segundo lugar:
Alguém viu minha mãe? Pseudônimo: João Grilo. Autor: André Telucazu Kondo. São Paulo. São Paulo.
 Terceiro lugar:
A Vila Formosa. Pseudônonimo: Maria Flor. Autor: José Victor de Souza Junior. Recife.Pernambuco.

CATEGORIA JUVENIL
Primeiro lugar:
Dias de tempestade. Pseudônimo: Aduke. Autora: Jurema Couto Vasques. Santos. São Paulo.
Segundo lugar:
A Guardiã – A Chave do Tempo. Pseudônimo: I. M. Albuquerque. Autora: Isabela Albuquerque Maranhão. Goiânia. Goiás.
Terceiro lugar:
A menina da Lagoa de Cristal. Pseudônimo: Estrela Dalva. Autora: Claudia Regina Lopes Lins. Maceió. Alagoas

MENÇÃO HONROSA
Confabulando em cordel. Pseudônimo: Cordélia. Autora: Lêda Rejane Accioly Sellaro. Recife. Pernambuco.

domingo, 10 de novembro de 2013

Um convite às crianças paraibanas, de qualquer idade...

Com a parceria do Correio Criança, suplemento infantil do Correio da Paraíba, levei o convite da Fliporto para os pequenos leitores paraibanos, na edição deste domingo (10/11/2013).

Confiram a programação da Literatura Infantil e Juvenil da Fliporto aqui.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Era uma vez... uma bela Revista


Nossos amigos do Chile nos convidam a conhecer a bela Revista "Había una vez", que trata de assuntos diversos ligados ao mundo da literatura infantil e juvenil. Todo o seu conteúdo pode ser acessado gratuitamente, em distintos formatos digitais, para download. Para conhecerem a revista, basta clicar aqui. Recomendo!


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Férias com crianças em Buenos Aires - Dica de verão


Apesar do câmbio favorável e das facilidades de comunicação, muitos pais ainda torcem o nariz quando o assunto é viajar para o exterior – neste caso, para Buenos Aires (Bs As), Argentina – em companhia de seus filhos, em especial, dos pequenos, menores de 10 anos. Talvez acreditem que férias de verão devem ser curtidas apenas a dois, como se houvesse grande dificuldade de tê-los em sua companhia ou justificando para si mesmos que é difícil ter bons programas para todos.

Como toda grande metrópole, Bs As têm inúmeros programas para crianças, para toda a família. Basta a boa vontade de uma rápida busca na programação cultural da cidade (veja-se a variedade de programas e informações disponíveis em http://agendacultural.buenosaires.gob.ar/ - daí acesse “chicos” – crianças, para os pequenos). Durante o verão, a capital portenha oferece uma vasta gama de alternativas, desde as grande livrarias como El Ateneo, passando por espetáculos de marionetes ou bonecos de manipulação (por lá conhecidos como títeres), teatro de sombras e outras múltiplas opções de menor porte, nos arredores da Avenida Corrientes e nos diversos centros culturais espalhados pela cidade. Ou seja, nada muito distante dos tradicionais circuitos dos adultos.

Uma programação de um dia poderá incluir um passeio pelo bucólico bairro de Palermo Velho (Palermo Viejo) e imediações, incluindo uma visita ao Jardim Japonês, ao maravilhoso Zoológico e com um interessante fim de tarde, início de noite no entorno da Praça Júlio Cortázar, com inúmeras lojinhas e quiosques de comidinhas, bem ao gosto dos “mais descolados”. Nas proximidades, para quem desejar, há igualmente excelentes restaurantes e cafés.

Bem próximo dali, na Rua (Calle) Gurruchaga, n. 1830, está a Livraria – Espaço Cultural “Gato con bote”. Isso mesmo, uma referência a “O gato de botas”. No logo da loja, um simpático gatinho desliza sobre as ondas em seu colorido bote, singrando mares de aventuras e nos convidando à criação e ao retorno à infância, a soltarmos a imaginação ou a brincarmos sem medo de sermos felizes. O atendimento de toda equipe é super atencioso e simpático. No bem cuidado espaço, que oferece livros da melhor qualidade para as crianças (inclusive em português e bilíngues), há sempre exposições de maravilhosos ilustradores. Aliás, isso é o que não falta na Argentina, que tem vasta tradição na ilustração, seja para crianças ou jovens. Neste sentido, um outro programa imperdível de Bs As é o Salão do Livro Infantil e Juvenil, que acontece todos os anos em meados de julho. Mas este já é um assunto para dicas de inverno. Para saber mais, visite: www.elgatoconbote.com/

Ah, passando por lá, não se esqueçam de dar o nosso mais cordial abraço para todo o pessoal. Ok?

Vale a pena conferir!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Melhores livros pelo Estadinho - Dicas de verão


O suplemento infantil d'O Estado de São Paulo, o Estadinho, apresentou recentemente uma relação de livros considerados, por uma comissão de jurados, como os 50 melhores livros infantojuvenis do ano. Como em toda seleção, na qual critérios subjetivos e critérios pessoais têm lugar, sempre esperávamos esta ou aquela inclusão na lista fornecida. Contudo, sem dúvida, é um bom ponto de partida para a escolha das leituras das férias. Com a palavra a garotada!

A lista completa dos livros e a matéria pode ser acessada aqui.

domingo, 16 de setembro de 2012

De rabisco em rabisco.. surgiu um grande ilustrador.



Prezados amigos,

Na edição do Correio Criança deste domingo, vocês cohecerão um pouco de um dos mais talentosos ilustradores pernambucanos: o [José Carlos] Braga Câmara, meu habitual parceiro nas incursões pela Literatura Infantil e Juvenil. Conheçam um pouco mais do trabalho dele aqui.

Cordial abraço a todos, Tonton.