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Como participar deste blog?


Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi para reunir ou sistematizar a produção paraibana de LIJ, para que possamos conhecer mais e melhor os criadores locais e que, a partir de algumas informações-chave, possamos instituir uma regional da AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil), que fortalecerá e, certamente, dinamizará o segmento nestas terras de tantos outros maravilhosos criadores. Então, se você é ou conhece escritores ou ilustradores paraibanos ou radicados na Paraíba que se dedicam à literatura infantil ou juvenil, junte-se a nós neste projeto.

Grande abraço a todos, Tonton.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Histórias para crianças


Acabo de concluir a leitura do "Histórias para crianças" de Isaac Bashevis Singer que, apesar de premiado com o Nobel de Literatura, ainda é pouco conhecido no Brasil. Dele, leia também, "No tribunal de meu pai", onde relata algumas de suas memórias de infância.

Transcrevo, a seguir, dois trechos do livro. O primeiro destes, um firme retrato de suas crenças quanto a escrever para crianças. O segundo, trecho de seu breve discurso proferido no banquete da gala do Prêmio Nobel.

"Na época de hoje, quando a literatura para adultos se deteriora, bons livros infantis são a única esperança, o único refúgio. Muitos adultos leem e apreciam livros infantis. Escrevemos não só para crianças como para seus pais. Eles, também, são crianças sérias".


Em seu discurso, Bashevis Singer afirmou haver 500 razões para que ele decidisse escrever também para crianças, e enumerou as dez mais importantes:

"Número 1 - Crianças leem livros, e não resenhas. Elas não dão a menor bola para os críticos. 2 - Crianças não leem para encontrar sua identidade. 3 - Elas não leem para se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de revolta, ou para fugir da alienação. 4 - Elas não veem utilidade na psicologia. 5 - Elas detestam sociologia. 6. Elas não tentam entender Kafka ou o Finegans Wake. 7 - Elas continuam acreditando em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica, pontuação, e outras coisas obsoletas como essas. 8 - Elas amam histórias interessantes, e desprezam comentários, explicações e notas de rodapé. 9 - Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo de autoridade. 10 - Elas não esperam que seu amado escritor redima a humanidade. Embora muito novas, as crianças sabem bem que ele não tem esse poder. Só os adultos alimentas ilusões tão infantis".

E como os escritos deste autor são centrados e passados no mundo judaico, o livro traz um rico glossário que ampliará ricamente a compreensão dos textos e dessa cultura, para os não iniciados na temática. Vale a pena conferir!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Atenção ilustradores!

Unopar promove prêmio nacional de ilustração

3ª Competitiva Nacional de Ilustração Literária distribuirá prêmios para artistas amadores do mercado editorial

Com o objetivo de revelar novos talentos em ilustração literária, a exemplo do que acontece com o Salão de Humor de Piracicaba, que já trouxe à tona a criatividade e o traço incomparável de mestres como Caruso e Laerte, entre outros, a Unopar promove a 3ª Competitiva Nacional de Ilustração Literária, com inscrições abertas até 27 de abril. O tema desta edição é TECNOLOGIA.

Para participar é necessário ser um artista amador de qualquer região do país. Serão selecionadas 50 ilustrações das quais 20 receberão Menção Honrosa e 3 receberão prêmios em dinheiro. As 50 selecionadas serão exibidas no 3º Salão Nacional de Ilustração Literária da Unopar, que abre no dia 22 de junho no Museu de Arte de Londrina. A premiação em dinheiro será de R$ 3 mil para o primeiro lugar, R$ 1 mil para o segundo colocado e R$ 500 para o terceiro lugar. Para mais informações e inscrições, acesse o site: http://www.unopar.br.

Serviço
3ª Competitiva Nacional de Ilustração Literária
Prazo: inscrições até 27 de abril de 2012
Informações: http://www.unopar.br.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Livros infantis que nascem acessiveis


Em parceria com Associação de Escritores e Ilustradores de literatura infantil e juvenil - AEILIJ, a Fundação Dorina Nowill para Cegos produziu uma série de 10 títulos infantis acessíveis, impressos em braille e letras ampliadas.

Os autores e os ilustradores, sob a orientação dos profissionais especializados da Fundação Dorina, criaram estórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos com letras ampliadas, textos em braille e imagens divertidas em relevo, para possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam o livro em companhia da família e dos colegas de aula, proporcionando uma leitura interessante e prazerosa, com recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com e sem deficiência visual.

“Esta edição foi feita com carinho, para todas as crianças que conseguem ver, mesmo sem conseguir enxergar, que as verdadeiras riquezas estão muito além daquilo que o dinheiro pode comprar”, diz Álvaro Modernell, autor da obra Quero ser rico.

A primeira tiragem dos livros foi patrocinada pela Fundação Itaú Social e Bradesco, sendo mais de 35 mil exemplares distribuídos para 5 mil bibliotecas, escolas e organizações de todo o Brasil. As obras também estarão a venda na loja virtual da instituição a partir do dia 05 de fevereiro

Ainda em 2012 serão lançadas novas tiragens dos livros com outros recursos de acessibilidade, como a audiodescrição.


Livros infantis tinta/braille com ilustrações em relevo
Fundação Dorina Nowill para Cegos
formato 2 cm x21 cm;
R$ 25


Títulos:
- Quero ser rico, escrita por Álvaro Modernell, ilustrada por Cibele Santos;
- Umbigo, de João Proteti, ilustradora Nireuda Longobardi;
- A dança das cores, de Luís Pimentel, ilustrado por Márcia Cardeal;
- Meu pai é o Maximo, de Anna Claudia Ramos, ilustrador Danilo Marques;
- A horta de Ethel, de Celso Sisto, ilustrado por Sandra Ronca;
- Pedro e Joaquim, Denise Crispun, ilustradora Thais Linhares;
- Amigo Bicho, Flávia Côrtes, Cris Alhadeff;
- Capitão Mariano, o Rei do Oceano, de Maurício Veneza, ilustrada por Roney Bunn;
- A galinha que botava batatas, de Simone Pedersen, ilustrada por Paulo Branco;
- A girafa do pescoço curto, de Regina Drummond, ilustrador Felipe Velloz.

Reproduzido do site da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um outro olhar é possível...


Não apenas as ciências "psi" têm muito a dizer sobre a literatura. Neste segmento, boas sugestões de leitura não faltam. Desde o consagrado "A psicanálise dos contos de fadas", de Bruno Bettelheim (São Paulo: Paz e Terra), passando por "O conto na psicopedagogia", de Jean-Marie-Gillig (Porto Alegre: Artmed), até "O feminino nos contos de fadas", de Marie-Louise von Franz (Petrópolis: Vozes).

Há muito vêm se difundindo um novo olhar sobre a literatura: o jurídico. Sabemos que as obras de Machado de Assis e de Aluísio de Azevedo cabem bem nesta análise. Mas, caberiam também neste contexto os textos destinados ao público infantil?

Laura K., seguidora do blog LIJ-PE, afirma que sim e nos enviou a sugestão de dois vídeos da TV Justiça, nos quais se discute as relações entre o Direito e os Contos de Fadas. Essa dica, ela fez questão de partilhar conosco. Seguem os links para os videos:
primeiro vídeo e segundo vídeo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Uma historinha para cada dedo da mão


Prezados amigos,

Tenho a imensa satisfação de comunicar-lhes que o meu livro "Contação - uma historinha para cada dedo da mão" acaba de ser premiado com a Menção Honrosa no certame 2011 do Prêmio Elita Ferreira de Literatura Infantil, outorgado pela Academia Pernambucana de Letras (APL).

O livro é composto de 5 narrativas em suaves rimas para o público infantil. A entrega dos certificados, desta e das demais categorias, ocorrerá em solenidade na sede da APL (Avenida Rui Barbosa, 1596 - Graças), no próximo dia 26 de janeiro, quando a entidade comemorará 110 anos de existência.

Além deste, tive também premiados em certames anteriores: O aprendiz de Don Juan (em 2008) e A visão do mundo de um cãozinho de estimação (em 2009).

Cordial abraço a todos, Tonton.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Um caracol que vai cada vez mais longe


Paulistana de Santos, Maria Valéria Rezende adotou há muito João Pessoa como o seu porto seguro. Entre idas e vindas a vários lugares do mundo, é na capital paraibana que a autora encontra o sossego e a inspiração para os seus livros infantis e juvenis, muitos dos quais selecionados para o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) do Ministério da Educação (MEC). Dentre estes, podemos citar: O arqueólogo do futuro (juvenil - contos - 2006), O problema do pato (infantil - 2007), Jardim de menino poeta (infantil - 2007), Conversa de Passarinhos (em parceria com ALICE RUIZ – poesia - 2008) e No risco do caracol (infantil - 2008).

Este último, ademais de selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para integrar o catálogo da Feira Internacional de LIJ de Bologna (a maior feira mundial dedicada à temática), no ano de 2009, foi também vencedor do Prêmio Jabuti, na categoria literatura infantil, neste mesmo ano.

Além dos já citados, Valéria Rezende é também autora do livro de contos Modo de apanhar pássaros à mão (2006) que, embora não tenha sido feito especialmente para jovens, ganhou a distinção do Selo de Altamente Recomendável da FNLIJ e de Hai-quintal: haicais descobertos no quintal - (infantil - 2011).

Então, nada mais resta a dizer: é literatura da melhor qualidade e de leitura amplamente recomendada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Para começar...


Nada melhor do que falar de um dos mais prestigiados autores paraibanos: José Lins do Rego (1901 - 1957). E do seu "Historias de Velha Totônia", que tem ou ganhou o curioso subtítulo de "- um clássico da literatura infanto-juvenil". As ilustrações são do pintor, também paraibano, [Tomás] Santa Rosa (1909 - 1956), que ilustrou alguns dos mais importantes livros de nossa literatura.

Embora, por muitos, esta seja considerada a única obra de Zé Lins para o público infanto-juvenil, atrevo-me a discordar destes, pois, se bem me recordo (de modo muito nítido), a leitura de outros textos seus, tais como "O moleque Ricardo, Doidinho e Menino de Engenho", só para citar alguns, causou-me enorme prazer. E eu tinha algo entre 8 e 15 anos quando os li, pela primeira vez. Não é à toa que Zé Lins ganhou o status de autor universal, justamente por obras que encantam a leitores de toda as idades. Vale a pena ler (e reler!).

Ainda guardo, na casa de meus pais (em João Pessoa), cada um dos exemplares dos livros acima citados. Entretanto, já não me recordo a quem emprestei o meu primeiro exemplar das "Histórias...". Tem nada não, tive, mais uma vez, o prazer de adquiri-lo, em sua 20a edição (datada de 2009) - o que, por si só, marca a pujança da obra -, para abrir este blog com "um clássico"..

Abraços a todos, Tonton